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Zurique é a maior
cidade da Suíça e,
ao mesmo tempo,
capital financeira
do país. Localiza-se
no norte da Suíça e
é a capital do
Cantão de Zurique,
junto à fronteira
com a Alemanha.
Zurique está na
margem norte do lago
com o mesmo nome,
sendo atravessada
pelo rio Limmat.
É a partir do
edifício
neo-renascentista da
Estação Central,
datado de 1871, que
nasce a rua
principal de
Zurique, célebre
pelo número de lojas
luxuosas das mais
conceituadas griffes
internacionais, a
Bahnhofstrassem,
sendo acompanhada a
curta distância, do
lado esquerdo, pelo
rio Limmat.
A partir daí, a
avenida prolonga-se
até ao Lago Zurique,
repleta de tentações
consumistas dos mais
célebres criadores,
sobretudo de moda,
joalharia e
relojoaria, em
número de fazer
inveja a Champs
Elisées.
Descendo em direção
ao lago, mais uma
parada obrigatória,
a Paradeplatz, para
experimentar um
chocolate da
Sprüngli e admirar
alguns edifícios
majestosos do século
XIX, onde ainda hoje
estão alojados os
principais bancos
suíços e o Hotel
Savoy, construído em
1915 pelo Banco Leu.
Com tempo, no número
31 desta rua, valeu
uma visita ao
Uhrenmuseum Beyer,
museu com uma
interessante coleção
de relógios.
No final, a
Bahhofstrasse
desemboca na Praça
Bürkliplatz, com
vista para o
fabuloso edifício do
Hotel Baur au Lac e
para o lago, onde se
pode apanhar um dos
barcos que fazem
cruzeiros no lago de
Zurique e no rio
Limmat.
Nesta zona ainda se
encontram os
monumentos mais
antigos e
significativos de
Zurique, como o
Convento Fraumünster,
em estilo gótico,
onde podem ser
apreciados cinco
vitrais pintados por
Chagall, em 1970, e
a Igreja de São
Pedro, a mais antiga
da cidade, do século
VII, a que foi
acrescentado o que é
até hoje o maior
relógio da Europa,
durante a Reforma,
em 1534.
Em frente, no outro
lado da margem, o
edifício que se
impõe é a Catedral
de Grössmunster,
edificada em 1090 e
ampliada no início
do século XIV,
ostentando três
torres enormes cuja
vista sobre Zurique
é impressionante. A
igreja é dedicada
aos três patronos da
cidade: Felix,
Regula e
Exuperantius, os
mártires que, na
tentativa de
evangelizarem a
cidade, foram
castigados pelo
governador com a
decapitação. Conta a
lenda, que ainda
assim conseguiram
reunir as cabeças,
subir até à elevação
onde a catedral foi
construída e escavar
as próprias
sepulturas.
O Zürichhorn Park
fica na margem leste
do lago de Zurique,
a cerca de 40
minutos, a pé, do
centro da cidade, e
é muito freqüentado
pelos moradores,
especialmente nos
meses de verão. Duas
esculturas se
sobressaem neste
jardim: ao norte, da
autoria de Henry
Moore e ao sul,
criada por Jean
Tinguely para a
exposição de
Lausanne de 1964.
Ainda no parque,
está o atelier do
escultor suíço
Hermann Haller,
excelente exemplar
da arquitetura
Bauhaus e, ao lado,
uma construção
projetada por Le
Corbusier, em cujo
interior existe hoje
um museu dedicado às
artes gráficas.
O Centre Le
Corbusier funciona
como museu e
galeria, embora
fique aberto somente
nos fins-de-semana
na Primavera e
Verão. Vale a visita
pelos seus
exteriores e uma
esticada ao Jardim
Chinês, nas
imediações.
Por toda Zurique é
possível encontrar
testemunhos da
ligação privilegiada
da cidade com a
arte, seja nas
galerias ou nos
museus.
O Kunsthaus, por
exemplo, é um dos
mais importantes
museus da Europa com
obras de Alberto
Giacometti, Chagall,
Monet, Miró,
Picasso, Cézanne,
Paul Klee, Kandiski
e muitos outros.
Destacam-se também
salas de espetáculo
como a Opernhaus,
construída ao estilo
dos palácios
vienenses, onde se
realizam os
principais
espetáculos de dança
clássica e ópera no
país, o Tonhalle,
uma das melhores
salas para concertos
de música clássica,
devido à sua
excelente acústica,
e o teatro
Schauspielhaus.
Por Verônica
Moschetta
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