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Santiago do Chile é
a capital e o centro
cultural,
administrativo e
financeiro do Chile.
Santiago está a 520
metros de altura,
próximo à
Cordilheira dos
Andes sendo a
principal cidade do
país.
Santiago é uma
cidade feita para
ser percorrida a pé,
em que o visitante
tem sempre um guia à
disposição. Basta
ver onde está a
cordilheira dos
Andes. Lá é o leste.
Ou oriente, como os
chilenos preferem.
Se as montanhas se
escondem na
paisagem, ainda há
outra orientação. A
alternativa é a
Avenida Libertador
Bernardo O'Higgins,
a principal rua da
cidade - conhecida
como Alameda, que
corta vários
bairros.
Ainda outro guia é o
rio Mapocho, que,
limpo, mas com águas
escuras, estabelece
a fronteira entre
vários bairros. A
oeste está o centro,
pouco mais além, do
outro lado do
Mapocho, Bellavista
e suas casas
coloridas. Ainda
mais além,
atravessando
novamente o rio,
fica Providencia,
outra zona boêmia,
com pitadas de ruas
comerciais.
O primeiro passeio a
ser feito em
Santiago tem de
incluir certa
escalada. É preciso
ser apresentado à
cidade lá do alto:
para contemplar a
cordilheira e
entender a
arquitetura dos
bairros.
Para isso, é só
escolher um dos
cerros, as colinas
que foram
transformadas em
parques urbanos: o
San Cristóbal e o
Santa Lucia.
O primeiro, chamado
oficialmente de
Parque Metropolitano
de Santiago, é
considerado o maior
do Chile, com 712
hectares. No topo,
uma imagem de 14
metros da Imaculada
Conceição. Para
chegar ao alto, se
pode subir de bonde
ou de teleférico ou
caminhar bastante.
Perto também está
uma das casas onde
viveu o poeta Pablo
Neruda, chamada La
Chascona - a
descabelada - onde
hoje funciona um
museu.
Para chegar ao alto
do Cerro Santa
Lucia, a opção é
subir escadas, para
apreciar a fonte no
estilo da romana
Fontana di Trevi, um
imenso parque
repleto de caminhos
tortuosos, terraços
e torres barrocas, e
uma das mais
impressionantes
obras de paisagismo
da América do Sul.
Um roteiro completo
pelo centro tem de
costurar a catedral,
em frente à Plaza de
Armas, o Teatro
Municipal e a
Biblioteca Nacional.
Além, é claro, da
célebre sede do
governo federal, o
Palácio de La Moneda,
onde a polícia
chilena, os
carabineros, faz
guarda e impõe a
ordem. O La Moneda
foi inaugurado,
ainda incompleto, em
1805 para ser a casa
da moeda, daí o
nome. Virou sede do
governo 41 anos
depois. Em 11 de
setembro de 1973,
quando do golpe
militar, foi
bombardeado por
tanques e aviões.
Foi no La Moneda que
o ex-presidente
socialista Salvador
Allende, eleito em
1970, se suicidou
nesse mesmo dia,
quando foi
instaurado o regime
militar comandando
pelo ex-ditador
chileno, o general
Augusto Pinochet
(1973-1990). Só por
sua importância
histórica, o Palácio
La Moneda já valeria
uma tarde, mas o
edifício costuma
abrigar também
exposições de arte.
Dali se vai a Plaza
de Armas, passando
pelos calçadões que
formam o principal
centro comercial do
país. Na praça se
concentram grandes
atrações: a
Catedral, o prédio
dos Correios, o
Palácio Arcebispal e
o desativado
Congresso Nacional.
É cheio de artistas
de rua, como as
inevitáveis estátuas
vivas. No coreto,
shows de música
clássica e popular
ocorrem quase que
diariamente.
A uma quadra fica o
antigo e calmíssimo
ex-prédio do
Congresso Nacional,
com seu belo jardim,
uma boa pedida para
renovar os ares. O
roteiro sai da praça
passando por dentro
do prédio dos
Correios, erguido em
1882 sobre as ruínas
do Palacio de los
Gobernadores e segue
para o Paseo Puente
em direção ao
Mercado Central.
Construído em 1872,
com ferros soldados
na Inglaterra, sua
função original era
servir de espaço
para exposições de
artes. Atualmente, é
um mercadão de
peixes e frutas, com
vários restaurantes.
É o melhor lugar
para apreciar as
especialidades
chilenas,
principalmente
frutos do mar, pela
qualidade e
variedade de
ofertas, garantidas
pela proximidade do
mar e pela corrente
de água gelada que
banha o litoral
chileno. Construção
de ferro
pré-fabricada na
Inglaterra e montada
em Santiago em 1868,
abriga barracas de
peixe, como cação e
salmão, baldes de
ostras, mariscos,
mexilhões, frutas e
legumes.
Uma boa pedida é
puxar uma cadeira,
escolha um bom vinho
local e entregar-se
a uma nova
experiência de
sabores.
O vinho chileno é
considerado pelos
especialistas um dos
melhores do mundo,
graças ao clima
ideal para o plantio
da uva. Na periferia
de Santiago há
vinícolas que mantêm
programas de visitas
com direito a
degustação e
acompanhamento de
guias especializados
Santiago possui
ainda muitas
atrações como o
Museu de História
Natural com coleções
pré-colombianas, o
Museu de Arte
Contemporânea e o
Museu de
Solidariedade de
Salvador Allende com
criações
contemporâneas de
diversos artistas do
mundo.
Mas seu maior
tesouro está nos
parques e suas
paisagens
maravilhosas próximo
à Cordilheira dos
Andes. O Parque
Forestal, apesar do
nome, é uma praça
comprida, que se
estende pela margem
do rio Mapocho -,
criado na virada do
século 19. No meio
fica o Museu
Nacional de Belas
Artes, um belo
edifício com paredes
de quase um metro de
largura, inaugurado
em 1910, com um teto
de vidro e estrutura
de metal importada
da Bélgica. A maior
parte do acervo do
museu é preenchida
por obras do período
colonial em diante,
principalmente de
artistas chilenos.
Seguindo até o fim
do parque, cruzando
a ponte, chega-se a
uma pequena feira
artesanal que abre
as portas para o
bairro Bellavista,
região de bares,
restaurantes e casas
noturnas. É o point
boêmio da cidade. Na
rua Pio Nono ficam
os lugares mais
agitados para a
moçada. Na rua
Constitución, os
mais tranqüilos,
para um público mais
maduro. Caminhando
pela Pio Nono se
notam os visitantes,
quase todos tomando
pisco sour, enquanto
os locais se dirigem
ao Parque
Metropolitano, que
tem uma das melhores
vistas desta bela
cidade...
Por Verônica
Moschetta
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