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Popularmente chamada
"Pérola do Tapajós",
Santarém é a
principal cidade do
Oeste Paraense e a
segunda mais
importante do Estado
do Pará. Originária
da grande nação
Indígena dos
Tapajós, Santarém
fica nas margens do
rio com o mesmo
nome.
A briga das águas
acontece bem na
frente da cidade de
Santarém, onde os
rios Tapajós e
Amazonas se
encontram. O verde
das águas do Tapajós
se nega a
misturar-se com o
amarelo-barrento do
Amazonas, por causa
da diferença de
temperatura,
densidade e
sedimentação das
águas.
O espetáculo
acontece tão próximo
às margens que é
possível assistir da
cidade mesmo. Mas um
passeio de barco
para conferir o
famoso encontro é
indispensável.
No Porto de
Santarém, ficam
atracados centenas
de barcos à espera
dos turistas. Depois
de 10 minutos de
viagem se chega à
ilha do Meio,
construída há 15
anos pela correnteza
dos dois rios. O
roteiro dos barcos
inclui o igarapé
Açu, onde garças,
mergulhões,
rouxinóis e outras
aves alçam vôo a
toda hora. Nas
margens, muitas
palafitas. E até uma
igreja com barracão
de festas fincada na
água.
É no município de
Santarém que se
localiza a vila de
Alter-do-Chão, há
aproximadamente 30
km da cidade. É uma
vila baneária
chamada de Caribe
brasileiro, mas sua
praia é temporária,
dependendo da cheia
do rio Tapajós. Uma
das curiosidades do
lugar é o Lago
Verde, cujas águas
mudam de cor durante
o dia, de azul para
verde.
Os índios tapajós,
numerosos na região
de Santarém antes da
colonização, criaram
um estilo peculiar
de cerâmica. Vasos e
estátuas reproduziam
sua cultura e seus
costumes em desenhos
de figuras humanas e
animais.
Cercada por estradas
de terra, Santarém
fica isolada na
época das chuvas, de
dezembro a maio.
Nesse período, só se
chega de barco ou
avião.
O Aeroporto de
Santarém recebe vôos
diários e diretos e
tem capacidade para
receber 225 mil
passageiros por ano.
Com embarcações de
médio e grande
porte, chega-se á
Santarém através do
Rio Amazonas, em
viagens com duração
aproximada de 60
horas. Fora da época
das chuvas, o acesso
rodoviário pode ser
feito a partir de
Belém, através da
BR-316, ou das
rodovias estaduais
PA-140, PA-151,
PA-256, PA-150,
PA-263, BR-422,
BR-230 e BR-163.
Por Verônica
Moschetta
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