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Santa Cruz de La
Sierra é uma cidade
da Bolívia.
Localiza-se no
centro do país, nas
margens do Rio Piray.
A 417 metros acima
do nível do mar,
Santa Cruz de La
Sierra está no meio
de um fértil
território que conta
com importantes
reservas de gás e
petróleo.
Tem início em Santa
Cruz de La Sierra o
Gasoduto
Brasil-Bolívia, com
3.150 quilômetros de
extensão, sendo
2.593 em território
brasileiro e 557 em
território
boliviano,
exportando para o
Brasil gás natural.
A construção do
gasoduto começou em
1997 e suas
operações iniciaram
em 1999.
A cidade foi
desenhada em
círculos
concêntricos, com a
parte antiga da
cidade, conhecida
como Casco Viejo, no
centro do primeiro
anel.
No Casco Viejo é
onde muito do
movimento comercial
e cultural ocorre, e
onde está localizada
a Plaza 24 de
Septiembre, que
recebeu este nome em
homenagem a data do
primeiro levante
pelo movimento de
independência de
Santa Cruz de La
Sierra. Atualmente é
um importante local
de reunião, onde
locais e visitantes
deixam-se ficar e
observar o
movimento.
A Catedral
Metropolitana,
também conhecida
como Basílica Menor
de San Lorenzo, foi
projetada pelo
arquiteto francês
Felipe Bertres em
1845, modificada em
um estilo
neoclássico pelo
galês León Musnier e
concluída em 1915
pelo italiano Víctor
Querezolo.
Foi construída
inteiramente de
ladrilhos e cal, e
em seu altar
principal, parte da
cobertura original
foi talhada em prata
na Missão Jesuítica
de San Pedro de
Moxos, e tem quatro
alto-relevos
esculpidos que
também vieram da
mesma Missão. Abriga
ainda o El Museo de
Arte Sacra de la
Catedral Carlos
Gericke Suárez, que
exibe belos tesouros
artísticos da
Igreja, sendo um dos
mais importantes do
seu tipo na Bolívia.
Incluí pinturas,
esculturas e outros
tesouros de prata,
que pertencem à
Catedral e outras
igrejas da região.
Os escritórios
administrativos do
governo municipal
estão localizados ao
norte da Plaza 24 de
Septiembre, e o
edifício pertence à
empresa alemã Seller
& Moser, que foi
bastante importante
na época em que a
extração de borracha
prosperava.
Outra bela
construção antiga, o
Centro de
Interpretación
Turística y Cultural
– CITC - oferece
exposições
permanentes e
itinerantes de
turismo, cultura,
economia e outras
informações sobre
Santa Cruz de La
Sierra. O edifício
pertenceu ao Banco
Del Estado e ainda
conserva em seu
interior o cofre com
a marca “The Mosler
Safe Company”,
datado do meio do
século passado,
utilizado para
guardar propriedades
públicas e privadas.
A Casa Municipal de
Cultura Raúl Otero
Reiche também
oferece exibições de
arte, peças de
teatro, conferências
e outras atividades
culturais. Foi
fundada em 1968,
nomeada em homenagem
ao poeta e escritor
Raúl Otero Reiche,
que concedeu
esplendor e glória
às artes escritas em
Santa Cruz de La
Sierra durante a
primeira metade do
século XX.
O prédio do Museo
Regional de Historia
é considerado um
marco de arquitetura
e foi construído em
1915 pelo arquiteto
Juan Knez. A
estrutura antiga de
dois níveis
corresponde á Art
Nouveau, com a maior
parte do material
vindo da Argentina e
com os itens de
decoração trazidos
de Paris. O museu é
administrado pela
Universidade Pública
local, a Universidad
Autónoma Gabriel
René Moreno e
oferece três
exibições públicas
permanentes. O andar
superior exibe peças
de arqueologia
descobertas durante
escavações feitas
para a construção do
gasoduto
Bolívia-Brasil. O
museu tem ainda uma
biblioteca e
documentos que datam
desde o ano de 1600.
O Museo de Historia
Natural Noel Kempff
Mercado abriga uma
variedade de
coleções
arqueológicas,
biológicas,
paleontológicas, de
flora e fauna, assim
como uma pequena
livraria.
Esta coleção tem
5.000 fósseis,
50.000 espécies
botânicos, 135.000
insetos, 1.960
mamíferos, 22.000
mostras de peixes,
4.920 répteis e
2.685 anfíbios. O
museu foi nomeado em
homenagem ao
Professor Noel
Kempff Mercado, que
era reconhecido como
um naturalista local
e criador do
Zoológico Municipal
e do Jardim
Botânico.
Espalhado sobre uma
superfície de seis
hectares de terra, o
Zoológico Municipal
de Santa Cruz exibe
a fauna da América
do Sul, e o Jardim
Botânico ocupa uma
área de 186 hectares
de bosques muito bem
preservados que
incluem uma mostra
representativa da
flora da região.
Conta também com
cerca de 6 km de
trilhas e um a
pequena lagoa.
Se o clima tropical
de Santa Cruz de La
Sierra obriga os
visitantes a
desfrutar do sol e
de sua exuberante
vegetação, opções de
atrações ao ar livre
não faltam.
Samaipata, também
chamada de El Fuerte,
é um conjunto de
entalhes em rocha,
de origem
pré-incaica, com
mais de 200m de
comprimento por 60m
de largura, e ainda
indecifrada. Na
região há ainda
várias cavernas
pintadas e uma
depressão conhecida
por El Hueco, cuja
função ainda não foi
compreendida pelos
arqueólogos. O local
é tombado Patrimônio
Cultural da
Humanidade, pela
UNESCO.
Foi onde morreu
Ernesto Che Guevara,
e o local de
exuberante natureza,
tem um museu
arqueológico e o
turismo explora a
"Rota de Che”, que
segue os passos do
líder revolucionário
no país.
Aqualand e Playlando
são dois parques de
diversão, jogos e
piscinas, destinados
principalmente ao
público infantil,
que ficam ao Norte
da cidade.
As Cabanas do Piraí
ficam a oeste da
cidade, e onde é
possível saborear
pratos típicos,
próximo ao rio
Piraí, local
preferido dos
cruceños nos
calorosos dias de
verão, quando a
temperatura chega
muitas vezes a 40ºC.
Em toda a parte, a
gente local se
considera joviais e
bondosos, e a frase
“La Hospitalidad es
ley de los Cruceños”
enche seu povo de
orgulho e se faz
sentir presente...
Por Verônica
Moschetta
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