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Praga – CZ

Praga é a capital e a maior cidade da República Checa, situada na margem do Vltava.
Praga foi um centro europeu de arte moderna entre 1920 e 1930. Mas após esta época Praga foi submetida à ocupação Nazista e, depois da guerra, veio a imposição do regime comunista.
Apesar do passado difícil, a cidade desenvolveu um charme todo especial. Tendo sobrevivido às duas grandes guerras deste século, ainda hoje, anos após a queda do comunismo, Praga celebra uma espécie de renascimento cultural que toma conta da cidade. Por toda parte, artistas de rua dividem a atenção com a beleza da cidade, representada pela arquitetura das catedrais góticas, palácios barrocos e edifícios Art Nouveau.

Cortada pelo rio Vltava, Praga pode ser dividida em seis partes principais: Josefov, bairro judeu, Staré Mésto, Cidade Velha, onde está o centro, Nové Mésto, a Cidade Nova e Vysehrad, que ficam na margem direita do rio; e Malá Strana, a Cidade Pequena, onde todas as construções são anteriores ao século 19, e Hradcany, bairro onde foi fundada a cidade, que estão na margem esquerda.
É possível percorrer todos os pontos turísticos importantes a pé pelas ruas estreitas da cidade.
A Oeste do Vltava está localizado o Castelo de Praga, Prazsky Hrad, considerado o maior do mundo. Sede do governo e residência do presidente desde 1918, o castelo começou a ser construído no século 9, mas passou por várias reformas.
Essa construção, datada do século XII, é dividida em partes: a Catedral de São Vito, o antigo Palácio Real, a Basílica de São Jorge e a Golden Lane.
A Catedral de São Vito é uma magnífica construção gótica iniciada em 1344 durante o reinado de Charles 4º, que permaneceu inacabada até o século 19. A grande capela de São Venceslau, uma das remanescentes do século 14, é a maior atração, com decoração contendo 1,3 mil pedras semi-preciosas e afrescos sobre temas bíblicos. Possui uma torre com 100 metros de altura, e para chegar ao topo é necessário ter força nas pernas e subir os penosos 287 degraus. Mas, lá de cima, a vista de Praga é maravilhosa.
Os visitantes que não tem interesse em visitar castelos e igrejas, podem dar uma voltinha pela Golden Lane, uma ruazinha estreita ladeada por pequenas casas construídas no século 16 e hoje ocupadas pelo comércio local. A casa de número 22 foi, por um curto período, residência de Kafka.

A Basílica de São Jorge é uma igreja romanesca, ligada a um convento beneditino, que reúne o acervo de arte gótica, barroca e renascentista da Galeria Nacional, e o antigo Palácio Real foi a residência de príncipes e reis da Boêmia entre os séculos 11 e 17, e palco de uma das mais terríveis execuções do país: em 1618, quando dois católicos foram atirados da janela por protestantes irados.
Ao lado da montanha que abriga o castelo existe uma outra montanha, a Petrin Hill, que sustenta a Torre Petrin, uma miniatura da Torre Eiffel. Com 62 metros de altura, ela foi construída em 1891 durante a Exposição de Praga. Para poupar as pernas, pode-se chegar lá em cima com ajuda do funicular.
Para chegar ao outro lado do rio, cruza-se pela Ponte Charles - Karluv Most. No ano de 1357 uma inundação acabou com a Ponte Judith, que ligava uma margem do rio Vltava a outra. Em 1402 nasce a Karluv Most, e por 406 anos ela seria a única estrutura a emendar as duas margens. A primeira estátua a ser erguida ao longo da Karluv foi a do Santo Nepomuceno, padroeiro da cidade. Dizem que tocá-la traz sorte para os visitantes.
Essa obra gótica com 520 m de extensão teve sua construção iniciada em 1357, por ordem de Carlos 4º, e hoje é um dos símbolos de Praga. Desde 1950, é proibido o tráfego de veículos sobre a ponte, que se transformou em um calçadão movimentado.

No lado leste do Vltava estão boates, restaurantes, casas de show, museus, barzinhos. Uma boa é começar o passeio deste lado pela Stare Mesto, Cidade Velha, cuja praça principal abriga a Church of Our Lady.
Ainda na praça está o Relógio Astronômico , onde a cada hora cheia, um boneco representando a morte aciona um carrilhão por onde desfilam bonecos de 12 apóstolos seguindo São Pedro, diante de uma multidão que lota os arredores. O relógio, construído em 1410, mantém o mecanismo original reformado entre 1592 e 1572. A vista do alto da torre é magnífica.
Também da praça se pode apreciar o rococó do Palácio Kinsky ou as arcadas românicas da Igreja de Tyn, encimada pela sua Virgem em ouro maciço
O exterior dessa igreja com duas torres é um dos melhores exemplos da arquitetura gótica em Praga.
Dali o passeio pode seguir sem roteiro definido pelas ruas que circundam a praça e nas lojas que vendem pedras preciosas, cristais Bohemia - um dos melhores do mundo - e bonecas Babuska, aquelas que saem uma de dentro da outra.
Subindo até Josefov, a cidade do povo Judeu, é possível admirar o primeiro monumento em homenagem a Franz Kafka, erguido em Dezembro de 2003. O bairro também reúne seis das mais antigas sinagogas da Europa, como a Staronová de 1270, e um cemitério construído em 1470, com 12 mil lápides. Andando mais um pouco para o sul o destino é a Municipal House. A fachada do lugar é magnífica e o interior mais estonteante ainda. Durante o mês de maio acontece o Festival de Primavera, composto por diversos shows de música clássica apresentados em diferentes pontos da cidade.
O prédio dançante Fred e Ginger foi projetado por Frank Gehry, que horrorizou a cidade ao construir, no início dos anos 90, esse prédio completamente disforme. Fred e Ginger é uma referência aos dançarinos de sapateado Fred Aster e Ginger Rogers. Hoje o preconceito já não existe mais e o monstro arquitetônico virou atração turística.

Não bastasse, há na cidade mais de 30 teatros, incluindo o de marionetes, o Black & Light Theatre e o Laterna Magika, a mesma quantidade de museus, além de mais de 15 galerias de arte. Mas também nas ruas encontram-se muitos artistas -pintores e músicos-, e não dá para desconsiderar as feiras de artesanato, ricas e diversificadas, com destaque para os ovos de todos os tipos de materiais, ricamente trabalhados, as marionetes, as caixas marchetadas e os brinquedos de madeira.
Para fechar a viagem ou trazer um lembrança típica para casa, uma boa pedida é procurar absinto de boa qualidade. Essa bebida, feita com extrato de ervas, tem uma cor esmeralda e gosto muito forte. O absinto sempre foi muito popular entre pintores, artistas e escritores, pois acreditava-se que inspirava profundamente a criatividade. Lá pelos idos de 1850 foi proibida, pois suspeitavam que causava uma síndrome chamada Absintismo, caracterizada por dependência, hiperexcitação e alucinações. Passou-se também a imaginar que esses efeitos poderiam ser passados de pais para filhos geneticamente. E o absinto foi banido em vários países no início do século XVIII. Mas atualmente é vendido em todas as partes de Praga, e um excelente souvenir desta belíssima cidade...

 

 

Por Verônica Moschetta

 

 

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