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A região onde está
localizado o
município de
Petrolina, chamada,
no século XIX, de
Passagem de
Juazeiro, era o
ponto por onde
passavam viajantes
do Norte do país com
destino à Bahia e
aos estados do Sul.
A partir de 1862, o
povoado foi elevado
à categoria de Vila,
recebendo o nome de
Petrolina, em
homenagem ao
Imperador D. Pedro
II e a sua esposa
Dona Leopoldina.
A produção de vinhos
em Petrolina é uma
das fortalecedoras
do desenvolvimento
do setor no Vale do
São Francisco. O
incentivo à
produtividade fez
com que Petrolina
virasse o segundo
pólo vitivinicultor
do país. São
produzidas em
Petrolina cerca de 2
safras anualmente,
através de técnicas
avançadas de
agricultura
irrigada,
utilizando-se as
águas do rio São
Francisco.
Além do vinho, a
região de Petrolina
contempla atualmente
a maior produção de
frutas do país,
sendo responsável
por uma parcela de
30% das exportações
brasileiras do
setor. São cerca de
cinco milhões de
caixas de uva sem
sementes exportadas
para outros países,
além de estimados 12
milhões de caixas de
manga sem fibra.
Aproveitando as
características
propícias para a
produção das frutas
tropicais, Petrolina
planta flores
características do
clima tropical. A
produção da cidade,
junto à de mais oito
municípios, colocam
Pernambuco como o
primeiro produtor
nacional de flores
desta espécie.
O artesanato, onde
se destaca a
produção de
carrancas, é outro
potencial de
Petrolina. A maior
representante desse
artesanato é Ana das
Carrancas, com um
acervo diversificado
de peças em barro e
madeira. Em 2000, a
artesã foi
homenageada com o
Museu Ana das
Carrancas que
atualmente é um dos
principais pontos de
visitação turística.
No meio do Rio São
Francisco, ilhas
enfeitam a paisagem.
A Ilha do Rodeadouro
tem areias finas e
douradas, diversas
barracas, com som ao
vivo nos finais de
semana, e o
tradicional peixe
ribeirinho, o
surubim, feito na
brasa.
Uma boa opção para
quem quer relaxar
desfrutando da
beleza natural de
Petrolina é o
passeio fluvial,
onde barcas realizam
uma rota turística
que vai desde o
Cais, na Orla de
Petrolina, passando
pelas Ilhas do
Massangano, Maroto,
Pantanal, Rodeador,
até a Ilha da
Amélia. Os passeios
que duram cinco
horas proporcionam
aos passageiros
música, lindas
paisagens e paradas
para mergulho.
No Bodródomo os
turistas podem
apreciar o principal
prato típico da
região, o bode
assado. Com mais de
dez restaurantes, o
local ainda dispõe
de área para shows
musicais, quiosques
e lanchonetes.
O Museu do Sertão
possui um rico
acervo de mais de
três mil peças, que
contam a história da
cultura indígena, do
artesanato, da
religião e da
política da região,
além de um destaque
especial para os
pertences
particulares de
Lampião.
O aeroporto Senador
Nilo Coelho se firma
como um dos
principais do
Nordeste,
impulsionado pela
produção do Vale do
São Francisco, e
recebeu
infra-estrutura
especial, a fim de
possibilitar um
envio mais rápido da
produção para os
mercados
consumidores,
principalmente
Europa e Japão.
O aeroporto de
Petrolina tem
capacidade para
atender até 150 mil
passageiros por ano,
e a cidade está
distante da capital
Recife, 767 km.
Por Verônica
Moschetta
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