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Moscou - RU

Moscou é a maior cidade da Rússia e a sua capital.
Moscou está situada no centro da região conhecida como Rússia Européia, a linha fronteiriça entre Europa e Ásia corre a 1.300 km a leste da capital.

Capital da Rússia desde 1918 e capital do comunismo até a derrocada do Império Soviético em 1991, Moscou mantém seu jeito de cidade extraída de um conto de fadas, com as cúpulas de suas igrejas em formato de bulbo.
O Kremlin, espécie de triângulo murado, com 750 metros de extensão em cada um de seus lados, é coração de Moscou. E não apenas do ponto de vista geográfico. Afinal, é dele que partem todas as ruas de Moscou — e que emana todo o poder russo.
Visitar o Kremlin é um passeio bastante interessante. Desde o século 11, ocupa uma área triangular no centro da capital, às margens do Rio Moscou. Sua entrada principal fica próxima da Torre Kutafya. Dentro de seus muros, é difícil não se surpreender com a quantidade de igrejas, todas elas motivo de visita: Catedral de São Miguel Arcanjo, do século 16, na qual eram sepultados os integrantes da família real; Catedral da Assunção erigida nos séculos 15 e 16; e Catedral da Anunciação, do século 15, que serviu de capela para duques e czares.

A Praça Vermelha se destaca ao longo do muro leste, enquanto o Rio Moscou corre junto à muralha sul. Suas águas originaram a construção de 18 pontes pela cidade. Um sistema de canais navegáveis liga o Moscou ao Volga, e a capital ao Mar Negro e Báltico.
A Praça Vermelha, a principal praça de Moscou, já foi chamada de "Praça do Mercado", no século 14, e de "Praça do Fogo", pois foi ali que começou o grande incêndio que destruiu a cidade em 1403. O nome atual ganhou força a partir do século 17, quando a cor vermelha começou a colorir telhados próximos às torres do Kremlin.
Na Praça, é possível se ver Lênin deitado em seu berço esplêndido há mais de 70 anos. Atrás do mausoléu estão enterradas outras figuras importantes da história do país, como Stálin, Leonid Bréjnev e Yuri Gagarin.
Ainda na praça está a Catedral de São Basílio, com quase 500 anos e cúpulas trabalhadas em ouro. Ao ver concluída a Catedral, no século 16, o czar Ivã, o Terrível, ordenou que cegassem o arquiteto russo Postnik Barma, responsável pela obra. Dessa forma, nunca mais se veria algo comparável. O fato é que a igreja é mesmo um milagre arquitetônico de múltiplas e coloridas cúpulas.
Como tudo praticamente acontece na Praça vermelha, o centro comercial de Moscou também está aqui, o Mercado Gum, instalado num prédio do século XIX, abriga lojas modernas e pequenos bancas vendendo souvenires e as charmosas matryoshkas - bonequinhas de madeira de vários tamanhos, que se encaixam uma dentro da outra.

Outros pontos de interesse histórico são o Grande Palácio, ao lado da Catedral da Anunciação, residência do czares construída entre 1838 e 1849; a Torre do Sino de Ivan, o Grande, de 81 metros de altura; e o Armoury, o mais antigo museu da capital, com acervo que atesta a riqueza acumulada pelos czares durante séculos.
A Catedral de Cristo, o Salvador é uma gigantesca edificação religiosa construída por ordem de Alexandre I, em 1812, em honra do exército russo, que deteve as tropas de Napoleão. Destruída ao longo do regime comunista, tem sido objeto de um fantástico projeto de restauração. Algumas das cinco torres, de cúpulas douradas, chegam a ter a altura de um prédio de 30 andares.
O teatro Bolshoi de Moscou foi criado em 1776 e teve por origem a primeira companhia teatral, composta por atores profissionais, estudantes e artistas servos. No início o Teatro não dispunha de instalações próprias, e por isso os espetáculos eram apresentados em residências particulares. Já em 1780 o Teatro se mudou para o prédio especialmente construído para ele, e que ficava no mesmo lugar onde atualmente está o majestoso prédio do Teatro Bolshoi, hoje tombado pela ONU como Patrimônio da Humanidade.

Ainda existem diversos museus em Moscou, como o Museu Histórico, construído em 1878, e que tem acervo especializado na história do povo russo, e o Museu de Belas Artes Pushkin, o museu de maior fama no país, com acervo que engloba obras-primas do mundo antigo ao século 20. O Museu Dostoiesvky e o Museu Tolstoy estão nas antigas residências destes escritores russos, e expõe objetos pessoais e mobiliário antigo.

 

Por Verônica Moschetta

 

 

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