|
Montevideo é a
capital e maior
cidade do Uruguai. É
também a capital
oficial do Mercosul
e do departamento de
Montevideo, e
localiza-se nas
margens do Rio da
Prata. Quem chega de
navio, percebe a
cidade assentada
numa colina de 132
m. Elevação de que
se diz ter dado
origem ao nome
Montevidéu, cuja
tradução-livre seria
"eu vi o monte".
Montevidéu é uma
cidade ideal para
passeios a pé. Os
trajetos convergem
para o porto e para
o Mercado del Puerto,
tendo origem nas
cercanias das praças
da Independencia e
da Matriz - ou
vice-versa.
Ao iniciar o passeio
no porto o viajante
logo encontra um
caminho demarcado,
que contorna uma
imensa loja de
produtos artesanais
com a marca "Hecho
Acá" - sobretudo
objetos decorativos,
brinquedos e roupas.
A segunda parada é o
Mercado del Puerto,
onde dezenas de
pequenos
restaurantes servem
"parrillada", o
churrasco assado nas
lenhas, pescados e o
"medio y medio",
drinque à base de
vinho. Pólo
gastronômico, esse
mercado, cuja
estrutura de ferro
foi erguida entre
1865 e 1869, foi
inicialmente uma
estação ferroviária.
Iniciando a subida
que, afinal, vai dar
na Ciudad Vieja, a
igreja de San
Francisco, de 1864,
é sede do Museu de
Arte Colonial.
O Palácio Taranco,
de 1907, em estilo
francês, próximo da
praça Zabala, leva o
nome de seu
proprietário
original, um
comerciante
endinheirado cujo
acervo originou o
Museu de Artes
Decorativas. Mais um
par de quadras
adiante fica a Casa
de Riveira, mansão
do primeiro
presidente da
República Oriental
do Uruguai que hoje
abriga o Museu
Histórico Nacional.
Os registros
asseguram que a
igreja Matriz, ou a
Catedral, como
também é conhecida,
tem a idade das
edificações
pioneiras de
Montevidéu, de 1726,
mas foi reedificada
entre 1790 e 1804.
Seu interior brinda
o visitante com
esculturas e tumbas,
o imponente
altar-mór e a
intrigante imagem de
Nossa Senhora que,
lavrada em madeira,
deve ter sido legada
pelos jesuítas por
volta de 1725. Mas a
peça que pode ser
considerada a mais
singela e
interessante pode
ser a pia batismal
de 1753, onde o
herói nacional José
Gervásio Artigas
teria recebido seu
primeiro sacramento.
No lado oposto ao da
igreja Matriz, o
Cabildo, de 1808,
hoje abriga o Museu
e Arquivo Histórico
Municipal. Marco
histórico, concluído
no início do século
19, o prédio foi
sede do poder
colonial espanhol.
Na frente dele fica
a Praça da
Constituição, onde
ocorre diariamente
uma pequena feira de
antiguidades.
A próxima parada é o
clássico teatro
Solís, referência em
espetáculos de
música erudita,
concebido com
fachada marmórea em
forma de Partenon
entre 1842 a 1856, e
que teve as alas
laterais agregadas
em 1869. O local
passou por reforma e
foi reinaugurado em
2005, colocando o
espaço novamente no
roteiro de grandes
orquestras e
companhias.
Mais duas ou três
quadras e chega-se à
Puerta de la
Ciudadela e
vislumbra-se a praça
Independencia,
epicentro da velha
cidadela, cujas
linhas
arquitetônicas
remontam a 1836. No
meio da praça, fica
a estátua eqüestre
do General Artigas,
pai do país e herói
em sua
independência, no
centro da praça.
Suas cinzas estão
sob o monumento, de
1923.
São vários os marcos
arquitetônicos na
área. Um dos
principais é o
Palácio Salvo,
muitas vezes citado
como símbolo da
cidade, e que já foi
o edifício mais alto
da América do Sul,
sendo ainda hoje o
maior da cidade. Nos
arredores há, ainda,
vários edifícios art
déco.
Interessante passar
ainda por outras
construções
surpreendentes, como
o prédio da Câmara
de Vereadores, na
esquina das Ruas 25
de Mayo e Juan C.
Gómez; o Banco de la
República e o
imponente Clube
Uruguaio, na Praça
da Constituição.
Por Verônica
Moschetta
|