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A Cidade do México é
a capital e a maior
cidade do México. A
cidade do México é
maior cidade do
mundo.
Ela é grande,
densamente povoada,
poluída e tem um
trânsito terrível,
mas possui uma das
histórias mais
fantásticas da
América e conserva
os prédios e ruínas
das civilizações
antigas muito bem.
Isso sem contar os
diversos parques
espalhados pela
cidade, como o
Alameda e o
Chapultepec.
Além de esbanjar
história indígena e
colonial, a cidade é
moderna, com
intensas
movimentações
financeiras e
negócios de primeiro
mundo, em grande
parte influenciados
pela fronteira com
os Estados Unidos.
A Plaza de la
Constituición, ou
Zócalo, o centro
histórico e marco
zero da Cidade do
México, não é só uma
das maiores praças
do mundo, mas contém
todos os símbolos
históricos,
políticos e sociais
do país.
A praça ostenta uma
imponente bandeira
mexicana no centro e
é rodeada pela
Catedral
Metropolitana, pelo
Palácio Nacional,
além de outros
prédios públicos,
restaurantes, lojas
e feiras. Ao lado há
um templo asteca e
as ruas estão
repletas de
ambulantes vendendo
todo tipo de produto
típico do folclore
mexicano.
A sede do governo é
o símbolo da
dominação do
espanhol Hernán
Cortés sobre a
cidade asteca de
Tenochtitlán e seu
imperador, Montezuma.
Cortés soterrou o
palácio de Montezuma
e construiu a sua
casa em cima, em
modelo
renascentista.
No interior do
prédio que abriga o
gabinete do
presidente estão
pintados diversos
murais de Diego
Rivera, que retratou
entre 1929 e 1935
sua visão da
história do país.
As obras foram
feitas após a
Revolução Mexicana e
os murais mostram
uma visão engajada
da história,
ilustrando um
conflito entre
“heróis” (povos
pré-hispânicos,
líderes da
independência e
revolucionários) e
“vilões”
(colonizadores,
conservadores e
capitalistas).
Nos fundos do
palácio há mais uma
representação do
país. O jardim tem
exemplares de todas
as espécies de cacto
do México.
Catolicismo
A Igreja representa
o poder do
catolicismo no país,
onde nove em cada 10
habitantes são
católicos. Ela,
assim como várias
outras construções
da região, está
sofrendo
afundamento.
Em uma das esquinas
do Zócalo está o
Templo Mayor, que
foi aterrado, assim
como a casa de
Montezuma, para a
construção da cidade
espanhola em 1521.
O templo ficava no
centro de
Tenochtitlán e só
foi descoberto em
1978. O edifício
religioso foi
construído pelos
astecas nos séculos
14 e 15, no local
onde, segundo a
lenda, eles haviam
visto uma águia
comendo uma serpente
em cima de um cacto.
O trio está
representado na
bandeira do país.
Os dois templos que
ficam no topo da
construção
homenageiam os
deuses da guerra,
Huitzilopochtli, e
da chuva e da água,
Tlaloc. Diz a lenda
que os astecas
costumavam “acalmar”
os deuses com
sacrifícios humanos.
Pelos calçadões da
praça se espalham os
camelôs vendendo
desde as mais
típicas
lembrancinhas do
país a filmes
fotográficos e
aparelhos
eletrônicos.
Pessoas tocando
músicas locais,
índios com incenso e
até mesmo uma
barraquinha do
Exército Zapatista
de Libertação
Nacional (EZLN), do
sub-comandante
Marcos, também estão
presentes. Qualquer
semelhança com o
viaduto do Chá e a
praça da Sé não é
mera coincidência.
Ruínas astecas
Tenochtitlán, a
capital do império
asteca, foi
construída em uma
ilha do lago Texcoco.
Ao ser invadida e
conquistada pelos
espanhóis, ela foi
destruída para a
construção da nova
cidade. O local se
tornou a Plaza de la
Constituición, ou
Zócalo, e guarda
embaixo de seus
edifícios as ruínas
astecas.
Os espanhóis usaram
as pedras de
Tenochtitlán para
fazer as novas obras
e acabaram aterrando
o lago para ampliar
o território.
O ato expansionista
causou um dos
principais problemas
da cidade: ela está
afundando. O
aterramento do
Texcoco criou um
solo instável e
frágil. A terra não
suporta o peso das
construções e vários
prédios, igrejas,
monumentos e até
mesmo as ruas
apresentam desnível
e rachaduras.
Por Verônica
Moschetta
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