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Lisboa é
simultaneamente a
capital e a maior
cidade de Portugal,
situada no estuário
do rio Tejo.
Descobertas
arqueológicas
comprovam que a
cidade foi fundada
pelos Fenícios, que
fundaram uma
colônia, chamada
“Alis Ubba” que
significa "enseada
amena". A cidade
passou pelo controle
de Cartago e Roma,
sofreu sucessivas
invasões bárbaras,
foi tomada pelos
mouros e apenas em
1147 os cristãos
reconquistariam a
cidade, graças ao
primeiro rei de
Portugal, D. Afonso
Henriques. Lisboa
tornou-se capital do
Reino em 1255 devido
à sua localização
estratégica. De
Lisboa partiram
numerosas expedições
na época dos
Descobrimentos
(séculos XV a XVII),
como a de Vasco da
Gama em 1497 e a de
Pedro Álvares
Cabral. Mas Lisboa
enfrentou seu maior
desafio por forças
do que as de
quaisquer invasores
quando foi destruída
em 1755 por um
grande terremoto,
conhecido como "Terramoto
de Lisboa". Em
segundos, milhares
de anos de história
foram varridos do
mapa por um tremor
calculado em 9 graus
na escala Richter
seguido de um
tsunami com ondas de
20 metros. A seguir
vieram múltiplos
incêndios, matando
um número estimado
de 100 mil pessoas.
Da Lisboa da época
dos Descobrimentos,
milagrosamente ainda
podemos ver hoje na
zona de Belém, duas
construções
classificadas pela
UNESCO como
Patrimônio da
Humanidade: a Torre
de Belém, construção
militar de vigia na
barra do Tejo e o
Mosteiro dos
Jerônimos,
construído no século
16 pelo rei D.
Manuel, no mesmo
lugar de onde o
navegador Vasco da
Gama partiu à
procura de novos
mundos. Na visita,
os principais
atrativos são seu
magnífico portão de
entrada, a
arquitetura estilo
Manuelino, e os
túmulos de Camões e
de Vasco da Gama,
colocados,
curiosamente, de pé.
Um ponto belíssimo
da cidade é a parte
conhecida como
Bairro Alto. Neste
trecho da cidade há
diversos casarões
históricos cujo
acesso pode ser
feito pelo famoso
elevador de Santa
Justa. Uma boa
pedida é visitar o
Chiado, bairro
tradicional e um
passeio divertido é
andar no Elevador da
Bica, bondinho que
liga esta parte de
Lisboa à parte em
frente ao rio Tejo.
A zona do Carmo,
vizinha do Chiado,
tem alguns pontos
fascinantes da
história da cidade,
como o Convento e a
Igreja do Carmo, que
mantém a elegância e
a imponência. Aí se
pode visitar as
ruínas e também o
Museu Arqueológico
do Carmo, que inclui
um espólio de peças
pré-históricas,
romanas, medievais,
manuelinas,
renascentistas e
barrocas.
Na Praça do Rossio,
considerado o
coração de Lisboa,
estão muitos cafés e
lojas. A Baixa é
conhecida assim
devido ao tremor de
1755, que foi tão
forte que soergueu
partes da cidade,
afundando outras,
donde seu nome. Na
Cidade Baixa, estão
as movimentadas ruas
Augusta, Praça das
Figueiras, ruas
Prata e Madalena.
Numa das
extremidades da Rua
Augusta estão a
Praça do Comércio e
o cais do rio Tejo.
O Monumento aos
Navegadores, às
margens do rio Tejo,
homenageia todos
aqueles que
enfrentaram os
oceanos, e que deram
a Lisboa, na época,
o controle de
praticamente metade
do mundo. O elevador
interno leva até a
cobertura deste
monumento para ver
uma das melhores
vistas de Lisboa e
do rio. Pouco
adiante, na mesma
margem se vê também
a Torre de Belém. De
volta ao centro vale
visitar o Alfama, o
bairro mais antigo
de Lisboa, que
sobreviveu ao
terremoto de 1755 e
que possui vielas
estreitas e ladeiras
íngremes formando um
labirinto sem fim
entre sobrados
históricos e é o
melhor lugar para
assistir shows de
fado.
Do alto do Parque
Eduardo VII
vislumbra-se um dos
cenários mais
bonitos de Lisboa.
Em perspectiva, se
vê a longa avenida
que se estende do
Marquês de Pombal
até ao Rossio. É a
Avenida da
Liberdade, imperial,
elegante, real.
Nenhuma outra
artéria de Lisboa
conjuga todos estes
fatores: área de
lazer (são três, as
agradáveis
esplanadas que
povoam os largos
passeios da
avenida), recreativa
e cultural (o velho
cinema São Jorge, o
novo espaço Tivoli),
centro empresarial e
financeiro (quase
todos os bancos e
seguradoras em
Portugal têm
dependências e
balcões abertos na
Avenida) e zona de
comércio e serviços.
A imensa área onde
se realizou a
Exposição Mundial de
1998 foi concebida
como um espaço
público, e inclui um
amplo e
diversificado
conjunto de
equipamentos urbanos
que permanecem à
disposição de Lisboa
na era pós-Expo. O
Oceanário de Lisboa
é o maior da Europa,
povoado por 15.000
animais e plantas de
mais de 450
espécies, numa
reconstituição dos
vários ecossistemas
dos Oceanos. A Torre
Vasco da Gama possui
mais de 140 metros
de altura, um
restaurante e um
terraço panorâmico,
e proporciona uma
vista surpreendente
sobre o Parque das
Nações, o rio Tejo e
Lisboa.
O Teleférico é uma
das melhores formas
de apreciar a mais
deslumbrante e
abrangente vista do
Parque das Nações e
do rio Tejo, ao
longo de um percurso
de mais de mil
metros e o Centro
Interativo de
Ciência e Tecnologia
apresenta
regularmente várias
exposições.
Arquitetonicamente,
a Expo 98
revolucionou esta
parte da cidade e
colocou Lisboa no
mapa como uma das
cidades mais
dinâmicas da Europa
e um destino
imperdível.
Por Verônica
Moschetta
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