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Johannesburg é a
maior cidade da
África do Sul. Com
cerca de 5.3 milhões
de habitantes, é a
terceira maior do
continente África e
é a capital da
província de Gauteng
bem como sede da
Corte Constitucional
Sul-africana. Foi
fundada em 1886 com
a descoberta de ouro
na zona, e é um
centro de ouro e
diamante em
larga-escala.
Johannesburg também
é o maior centro
industrial e
financeiro do país.
Johannesburg tem uma
das 40 maiores áreas
metropolitanas do
mundo, e é a única
cidade global
africana. Apesar de
ser confundida como
capital da África do
Sul, a cidade não é
um dos centros
políticos, embora
Pretória, pertença a
sua região
metropolitana.
Johannesburg cresceu
como um pequeno
assentamento de
mineradores, mas com
a notícia do ouro se
espalhando, milhares
de pessoas de outras
regiões se
estabeleceram na
área principalmente
vindas da América do
Norte, Reino Unido e
do resto da Europa.
Com a
supervalorização das
terras, as tensões
cresceram entre os
africâners, que
controlavam a região
durante o século
XIX, e os
britânicos,
culminando na
Segunda Guerra dos
Bôeres. Os bôeres
perderam a guerra e
o controle da área
foi cedido aos
britânicos.
Com a União
Sul-africana
declarada em 1910, o
governo passou a
controlar mais as
áreas de extração.
Foi instituído um
sistema racial em
que negros e
indianos seriam
pesadamente taxados
e barrados na
contratação de
trabalhos
não-braçais. O
governo também
instituiu a mudança
forçada da população
não-européia para
áreas delimitadas.
Foi neste sistema
que foi criada a
Township de South
Western Townships,
mais conhecida como
Soweto onde Nelson
Mandela viveu por
diversos anos.
As regras do
apartheid foram
abandonadas em
fevereiro de 1990, e
desde as eleições de
1994, Johannesburg
se viu livre das
leis
discriminatórias.
A casa que Nelson
Mandela morou antes
de ser condenado à
prisão perpétua foi
transformada em
museu e a igreja
Regina Mundi Churh,
onde ocorreram
muitas das reuniões
secretas contra o
sistema, tornou-se
centro de
peregrinação.
Um dos bairros mais
procurados pelos
turistas em
Johannesburg é
Hillbrow, região
antiga da cidade que
concentra bares,
restaurantes e casas
noturnas. O Market
Theatre Complex é
outra atração
famosa, com teatros,
galerias de artes,
cafés e
restaurantes. Em
frente, fica o Museu
África, sobre a
cidade. Para
diversão garantida a
pedida é o Gold Reef
City, parque
temático ao sul de
Johannesburg onde
funcionou uma das
primeiras minas de
ouro do país e que
reproduz a vida
durante o auge da
corrida do ouro, no
século 19, com seu
casario em estilo
vitoriano.
Ao ser sede da
próxima Copa, em
2010, a África do
Sul, que hoje tem
contra si índices de
violência altos,
terá a oportunidade
de consolidar sua
posição como grande
pólo turístico
internacional. Hoje,
encanta surfistas,
enófilos e aqueles
que querem
participar de um
safári fotográfico
em uma das reservas,
chamadas "game
lodges”.
Quem aproveita a
estada em
Johannesburg para
compras acha no
shopping Sandton, no
distrito homônimo,
450 lojas, bons
restaurantes e um
hotel
InterContinental.
Ali, quem planeja
fazer safári acha
roupas cáqui,
camisas reforçadas,
bonés com proteção
para orelha e nuca.
Situada a 50
quilômetros de
Johannesburg,
Pretória é uma
cidade aprazível,
com muitos parques e
com os mais
importantes
monumentos da África
do Sul. Ali estão
situados os
principais museus do
país, a exemplo do
Transvaal Museum,
Kruger Museum e o
African Window; as
embaixadas,
ministérios e o
palácio do governo.
A Melrose House,
casa em estilo
vitoriano onde foi
assinado o acordo de
paz que pôs fim à
Guerra Anglo-Boer
(negros contra
brancos), no começo
do século, é outra
atração local. O
National Zoological
Gardens é uma
atração imperdível:
trata-se de um dos
melhores zôos do
mundo.
Por Verônica
Moschetta
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