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O primeiro nome de
Florianópolis,
capital do estado de
Santa Catarina, foi
Meiembipe, dado
pelos índios
Carijós. Mais tarde,
passou a chamar-se
Nossa Senhora do
Desterro, ou
simplesmente
"Desterro" e o nome
atual refere-se a
Floriano Peixoto,
ex-presidente do
Brasil.
Colonizada por
açorianos, é
marcante a
arquitetura de suas
casas do período
colonial e o sotaque
peculiar do seu
povo, conhecidos
como "manezinhos da
ilha". O cartão
postal que
identifica
Florianópolis é a
Ponte Hercílio Luz,
primeira ligação
rodoviária entre a
ilha e o continente,
e uma das maiores
pontes pênseis do
mundo. Interditada
em 1982 por medida
de segurança foi
tombada como
Patrimônio Histórico
e Artístico.
Florianópolis tem
sua economia
alicerçada
basicamente no
comércio, prestação
de serviços públicos
e indústria de
transformação.
Considerada de uma
beleza singular,
dotada de fortes
traços da cultura
açoriana, observados
nas edificações,
artesanato, no
folclore, culinária
e nas tradições
religiosas,
Florianópolis tem no
turismo uma de suas
principais fontes de
renda.
Dentre os atrativos
turísticos
destacam-se, além
das praias, as
localidades onde se
instalaram os
primeiros imigrantes
açorianos, como
Ribeirão da Ilha,
Santo Antônio de
Lisboa e o próprio
centro histórico da
cidade.
O centro de
Florianópolis é o
lugar que oferece o
maior número de
pontos turísticos
não naturais na
cidade. Ali estão
desde conhecidos
cartões postais,
como a Ponte
Hercílio Luz e o
Mercado Público
Municipal.
Durante o verão,
embarcações realizam
passeios turísticos
diários a partir dos
trapiches da Beira
Mar Norte e de
Canasvieiras. Nesses
passeios pode-se ter
uma idéia das
belezas que
circundam toda a
Ilha de Santa
Catarina, as
fortalezas do século
XVIII, os golfinhos
saltando na Baía dos
Golfinhos, e as
pequenas ilhas.
Um dos destaques são
suas fortalezas
datadas do século
XVIII e que
compunham o antigo
Sistema de Defesa da
Ilha, mas os
primeiros habitantes
da região de
Florianópolis foram
os índios
tupis-guaranis. Os
indícios de sua
presença
encontram-se nos
sambaquis e sítios
arqueológicos cujos
registros mais
antigos datam de
4.800 A.C. O Museu
Arqueológico ao Ar
Livre Costão do
Santinho possui
inscrições rupestres
gravadas nas rochas
num período entre
mil e 4 mil anos
atrás. O sítio
Arqueológico da
Joaquina é datado de
cerca de 4 mil anos
e onde foram
encontrados machados
de pedra polida,
batedores, ossadas
humanas, conchas e
carvão vegetal.
São mais de 100
praias catalogadas
oficialmente em
Florianópolis e
algumas dezenas de
outras praticamente
desconhecidas. Nas
praias do Norte até
o idioma e a moeda
se transformam, o "portunhol"
e o dólar dominam.
Os argentinos
fizeram desta área
sua casa de praia.
Após a duplicação da
rodovia SC-401 ficou
mais fácil visitar
esta parte norte da
ilha. As praias são
movimentadas e
estruturadas: tem
praias de águas
quentes e com muitas
ondas como Ingleses
e Brava ou
verdadeiras piscinas
como Daniela ou
Ponta da Canas. A de
maior agito é
Canasvieiras, que no
verão se transforma
numa verdadeira
cidade. As praias do
Sul são mais
indicadas para quem
quer privacidade e
tranqüilidade. Nesse
lado fica a Lagoa do
Peri, a maior
reserva de água
potável da Ilha, e
as praias são de
acesso difícil e com
pouca
infra-estrutura como
a Armação, Pântano e
Naufragados.
Nas praias do Leste
estão as melhores
ondas do país para o
público jovem, que
curte o surf, asa
delta, sandboard ou
para os que gostam
de bronzear seus
corpos ao natural
nas praias de
nudismo, como a
Praia da Galheta. A
Lagoa de Conceição é
a principal atração
do lado leste. O ar
bucólico das velhas
rendeiras
trabalhando durante
o dia parece
impossível existir
quando chega a noite
e a lagoa vira um
agito só,
animadíssimo, com
várias opções para
diversão. Tudo isso
a apenas 12 km do
centro de
Florianópolis. Vale
a pena conferir as
praias da Joaquina,
e Mole.
O Aeroporto de
Florianópolis se
firmou, nas últimas
temporadas de verão,
como um dos
principais destinos
brasileiros de
turistas domésticos
e internacionais.
Com capacidade para
1,2 milhão de
usuários por ano, em
2004, o aeroporto de
Florianópolis
recebeu 1,3 milhão
de passageiros. Por
isso, em breve, a
cidade ganhará um
novo aeroporto, com
capacidade para
receber 2,7 milhões
de passageiros por
ano. Do Aeroporto ao
Centro de
Florianópolis são 12
km e a cidade está
distante 476 km de
Porto Alegre e 300
km de Curitiba.
Tanto para quem sai
de São Paulo quanto
do Rio de Janeiro
deve pegar a BR-116
até Curitiba. De lá
se segue pela BR-376
e então pela BR-101
até Florianópolis.
Por Verônica
Moschetta |