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Capital do Estado de
Roraima, Boa Vista é
o município mais
populoso do Estado e
está localizada à
margem direita do
seu maior símbolo, o
Rio Branco. É a
única capital
brasileira
localizada
totalmente ao norte
da linha do Equador.
Foi
em 1830, quando foi
fundada, por Inácio
Lopes de Magalhães,
a primeira fazenda
particular de gado
bovino, a Fazenda
Boa Vista, cuja sede
ocupava o prédio
onde hoje funciona o
bar Meu Cantinho, no
núcleo histórico da
cidade. A imigração
em massa para Boa
Vista começou em
1980, com a
descoberta do
garimpo. O então
Território Federal
do Rio Branco foi
elevado à categoria
de estado e tempos
depois passou a se
chamar Território
Federal de Roraima
e, ainda depois,
"Roraima". Mais
tarde o garimpo com
máquinas foi
proibido, por
demasiados danos à
natureza, o que
prejudicou a
economia estadual e
municipal.
Moderna, a cidade
destaca-se entre as
capitais da Região
Norte do Brasil pelo
traçado urbano
organizado de forma
radial, lembrando um
leque - em alusão às
ruas de Paris, na
França, com as
principais avenidas
convergindo para a
Praça do Centro
Cívico, onde se
concentram as sedes
dos três poderes
(Legislativo,
Judiciário e
Executivo), com
belos monumentos e
suave plasticidade.
As áreas mais
antigas de Boa
Vista, localizadas
em especial às
margens do rio
Branco, no baixo
Centro possuem uma
arquitetura
característica do
estilo neoclássico,
inspirado nas formas
romanas e gregas da
Antigüidade. Um
exemplo de obra
pertencente à este
estilo é a Prelazia,
que foi construída
em 1907 e funcionou
como um hospital
assistido por monges
beneditinos, entre
1924 e 1944. Na
década de 50
tornou-se a sede do
governo estadual.
São
áreas indígenas
1.447,35 Km² do
município, o que
corresponde à 25,33%
do território total.
Roraima é um dos
Estados brasileiros
que ainda conta com
a maior população de
índios no Brasil,
entre os quais se
destacam os Yanomami
e é um Estado
possuidor de um
artesanato
riquíssimo, com
fortes
características
indígenas. A
cerâmica fabricada
pelos índios Macuxis;
os cintos de
sementes de imbaúba,
do povo Wai-wai; as
peneiras de arumã,
da tribo yanomami;
os trabalhos em
madeira, palha e
fibra e as
esculturas em pedra
sabão, são alguns
exemplos de peças
que marcam a
predominância da
arte indígena na
região. O folclore
de Roraima contém
elementos de grande
riqueza cultural,
caracterizados pelas
danças indígenas,
pelos hábitos e pelo
vocabulário repleto
de expressões
oriundas dos
dialetos macuxi,
taurepang, paraviana,
uapixana, ingaricó,
entre outros.
Entre
os pontos
turísticos,
destacam-se a Orla
Taumanan, um espaço
sobre o Rio Branco
com lanchonetes,
restaurantes,
espaços para
caminhada e
descanso, onde todas
as noites sucessos
da MPB são tocados
ao vivo
gratuitamente, o
Complexo
Poliesportivo Ayrton
Senna e o Centro de
Artesanato, Turismo
e Geração de Renda
Velia Coutinho, uma
opção para
prestigiar e comprar
o artesanato
Roraimense. Outro
destaque é o Parque
Anauá, que é o maior
parque da Região
Norte brasileira,
possui um moderno
espaço coberto para
shows, a maior pista
de bicicross da
região Norte, uma
pista de kart,
anfiteatro, museu,
parques infantis,
parque aquático
público
recém-reformado,
espaço para
aeromodelismo,
restaurantes,
lanchonetes, lago,
fontes e escolas.
Boa
Vista é uma grande
opção para o turismo
nacional e
internacional,
distante apenas uma
hora de Manaus, por
avião, e cerca de
duas horas por
carro, de Santa
Elena, na fronteira
da Venezuela. As
duas rodovias que
cruzam Boa Vista são
a BR-401, para a
Guiana e a BR-174
para Manaus e
Venezuela.
Por Verônica
Moschetta
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