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A capital de
Sergipe, menor
Estado brasileiro,
prova que tamanho
não é documento.
Aracaju - nome de
origem tupi, junção
das palavras arara e
cajueiro, nasceu em
1855, já com
planejamento urbano,
para abrigar a
capital da
Província, até então
localizada em São
Cristóvão. A
transferência deu-se
por iniciativa do
então presidente
provincial, por São
Cristóvão não
oferecer mais as
condições
indispensáveis para
uma sede
administrativa. Os
senhores de engenho
do Vale do
Cotinguiba, maior
região produtora de
açúcar, exigiram a
mudança, por Aracaju
estar à beira mar,
facilitando o
transporte da
produção açucareira.
Sua construção, na
época, foi um
desafio à
engenharia, face à
localização numa
área dominada por
pântanos e charcos.
O desenho urbano da
cidade foi elaborado
por uma comissão de
engenheiros, tendo
como responsável
Sebastião Basílio
Pirro. Aracaju foi
então uma das
primeiras cidades no
Brasil a ter uma
tendência geométrica
e o centro do poder
político
administrativo -
atual Praça Fausto
Cardoso, foi o ponto
de partida para o
crescimento da
cidade. Todas as
ruas foram arrumadas
geometricamente,
como um tabuleiro de
xadrez, todas
direcionadas às
margens do rio
Sergipe.
Em Aracaju se
encontra a calmaria
em dunas mansas,
manguezais férteis e
ilhas quase
primitivas e a
cidade ainda está
recheada de atrações
e museus. Aracaju
oferece ao turista
garantia de sol 365
dias por ano,
folclores e
ecoturismo.
Palco de novenas e
festejos juninos, a
Igreja de Santo
Antônio está situada
num dos pontos mais
elevados da cidade.
A Igreja de São
Salvador foi a
primeira a ser
inaugurada em
Aracaju e também
vale uma visita pela
sua importância
histórica. A Igreja
de São Judas Tadeu é
um espetáculo à
parte, situada em um
mirante e com o teto
formado de vitrais
coloridos que
divergem a luz
solar, iluminando
toda a igreja com
raios em um enorme
arco-íris. No MUSI,
Museu do Homem
Sergipano se
encontra um acervo
de folclore e
arqueologia. O
Memorial de Sergipe
também é uma boa
pedida para um
pit-stop sobre o
passado da cidade.
Mais uma dica? O
Museu de Arte Sacra
de São Cristóvão,
classificado como um
dos três melhores do
Brasil pelo
Patrimônio Cultural.
Na Praça Olímpio
Santos está o Museu
do Artesanato, onde
além de conhecer o
acervo dos melhores
artesãos sergipanos,
podem-se adquirir
bordados, cerâmica,
couro, redes, rendas
e muito mais. A Rua
24h, que não fica
aberta o dia todo,
apesar do nome,
concentra o comércio
artesanal, que vai
dos licores às peças
de madeira e barro.
Atravessando a rua
está o Centro de
Turismo, um casarão
em forma de U
cercado de
balaústres de ferro
batido e tombado
pelo governo
estadual. Logo em
frente está a
Catedral
Metropolitana,
construída em 1862,
que mescla
influências do
neoclassicismo,
gótico e romantismo
em sua fachada e
interior.
Outra parte
turística importante
é a área dos
Mercados, onde
existem o Mercado
Albano Franco, recém
construído, e o
tradicional Mercado
Thales Ferraz, que
foi recentemente
reformado.
Outra boa opção são
os passeios de
catamarã pelos rios
Sergipe, Real e
Vazza-Barris. Este
último passeia pela
foz do Rio
Vazza-Barris, tem
direito a uma parada
para um mergulho na
Ilha do Paraíso e na
Ilha dos Manguezais,
onde há um bar
flutuante e em
seguida segue para
as praias desertas.
Pra quem quer ficar
em terra firme, suas
praias são, no
sentido Norte-Sul:
Coroa do Meio,
Atalaia Velha,
Aruana, Robalo,
Náufragos, Refúgio e
Mosqueiro. A praia
de Atalaia é a mais
urbanizada, com uma
Orla moderna, onde
se concentra a maior
parte do turismo da
cidade, com hotéis,
bares, quadras
esportivas, lago
artificial para
esportes náuticos,
quiosques, calçadão
para prática de
caminhada e vários
eventos ao longo do
ano. Lá está
localizada a
Passarela do
Caranguejo, onde se
localizam vários
bares nos quais se
pode comer
caranguejos, uma das
comidas mais
populares da
culinária sergipana.
A prefeitura de
Aracaju organiza há
alguns anos o Forró
Caju, na praça entre
os Mercados
Municipais, Albano
Franco e Thales
Ferraz. A festa
chega a concentrar
cerca de 100 mil
pessoas por dia e
acabou sendo
incorporada ao
calendário de
eventos juninos do
Nordeste. Em janeiro
de 2006 aconteceu a
maior prévia
carnavalesca do
Brasil: o 14º Pré
Caju.
O Aeroporto Santa
Maria em Aracaju
está capacitado para
vôos nacionais e
internacionais e as
rodovias BR 101 –
que corta o Estado
do Sul ao Norte e BR
235 – que atravessam
no sentido Oeste /
Leste, dão acesso
rodoviário. Outra
opção para quem vem
do Sul e pretende
fugir do tráfego da
BR, é a Linha Verde,
uma bela rodovia
litorânea, que liga
os estados da Bahia
e Sergipe.
A chamada "Ponte da
Integração" une os
Estados de Sergipe e
Alagoas, cruzando o
"Velho Chico", o
mais bonito e
importante rio do
Nordeste Brasileiro.
Por Verônica
Moschetta
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